segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FORMAÇÃO DO MATERIAL ESTRUTURADO ALFABETIZAR LETRANDO/PAIC SETEMBRO 2011

AGENDA DA FORMAÇÃO

§      Lanche.

§    – Acolhida -Mensagem: Você é o espelho – Data Show
e entrega de chocolates.

§  –  Momento da troca de experiências entre os professores e formadora (como foi o trabalho desenvolvido na 1ª, 2ª etapa e 3ª etapa (1º mês).

OBS: Conversa informal da formadora: socializar as observações feitas por ocasião das visitas pedagógicas (organização, utilização e exposição do material em sala), rendimento da aprendizagem dos alunos / quais dificuldades vocês estão enfrentando no momento de planejar suas aulas?

§   – Retomada com os professores das unidades linguísticas da 1ª e 2ª etapa e quais os focos didáticos.
OBS:
1ª Etapa:
ü Unidade linguística: alfabeto e os nomes dos alunos;
ü Foco de aprendizagem: análise estrutural (1ª etapa).

2ª Etapa:
ü Unidade linguística: texto, palavra e sílabas;
ü Foco de aprendizagem: análise fonológica e estrutural das sílabas e palavras.

·         3ª Etapa:
ü Unidades Linguísticas: Texto (conto), palavras referências e sílabas;
ü Foco de aprendizagem: análise estrutural , consciência fonológica, leitura e compreensão.
OBS: Espera-se que os aprendizes tenham avanço para/na a escrita silábica e silábica-alfabética.
- Destaque para as atividades de trava línguas e de análise fonológica das cartelas didáticas.
§  – A formadora  fará a apresentação de  todo o material da etapa e sugerirá os livros da coleção PAIC PROSA E POESIA que contêm rimas.
Livros para trabalhar rimas:
1-   Tibufo e Torquato na Escola.
2-   A  Vida no Sertão é Feliz ou Não?
3-   Caju e Castanha.
4-   O Jangadeiro e o Mar.
5-   O Sítio da Alegria.
6-   Lagarta Banguela, Borboleta Bela.
7-   As Aventura de Dom Lelê no Sertão da Poesia.
Atenção formadora: chame a atenção do trabalho com as cartelas, já que o foco da etapa é a analise fonológica.
§      Analisar  as atividades da etapa  do caderno do aluno:
Dividir as turmas em grupos e cada um deverá preencher a tabela que contem objetivo, unidade linguística, intervenções para cada nível e materiais que podem ser utilizados. Em seguida fazer socialização para o grupão . Obs: passar slide: Psicogênese da escrita.
§   – Apresentação das equipes
§   – Assistir ao vídeo O PROBLEMA NÃO É MEU (30 min.).
OBS: fazer percepção do vídeo: Existe alguma relação do vídeo com nosso trabalho de educador? Que relações podemos  fazer?
Pontos importantes do vídeo:
* O problema não nasce grande, ele nasce pequeno e vai crescendo aos poucos à medida que não fazemos nada para combatê-lo.
* Todo problema, tem solução, se não conseguimos uma solução é porque de fato não o conhecemo. (conhecer e intervir de imediato é a melhor saída)
* Atribuir a responsabilidade para o outro só vai complicar a situação, faça você mesmo o que tem para ser feito, afinal você pode ser a 1ª vitima pela não realização dos atos.
* Assumir responsabilidade é uma das  alternativa para a  resolução do problema.
*Precisamos trabalhar em equipe, juntos e unidos em prol da realização dos nossos objetivos.
§  Realização da oficina: Contação de historia- feita pelo Eixo do Leitor (formadora Eveline Oliveira).

OBS: Questionar os professores sobre os resultados da avaliação externa 1º ano, fazer uma antecipação, antes de apresenta-los.

- O que vocês observaram após análise do resultado da sua turma?

- Que habilidades os alunos tiveram maior desempenho?

- Que habilidades os alunos tiveram menor desempenho? Porque ?

-Quando e como trabalhar as habilidades com menor rendimento no seu planejamento diário?

OBS: Falar da grande contribuição dos professores do 1º ano em termo de aprendizagem e resultados do 2º ano (SPAECE Alfa).
- Almoço

§   – Apresentação dos resultados- PAIC ALFA 1º ano

 – Realização da oficina: Ambiente Alfabetizador

Dividir a turma em grupos, no qual cada um responderá as seguintes questões, utilizando um papel madeira: O que compõe um ambiente alfabetizador e qual o papel do professor neste ambiente. Em seguida socializar os cartazes, analisar as fotos e ler o texto da revista Pense, entregue na formação. Entregar as equipes: papel madeira, pincel.

OBS: passar os slides sobre Ambiente Alfabetizador e  leitura individual do texto “ Ambiente Alfabetizador” da Revista Pense/PAIC.

OBS: Entrega   do KIT  Jogos de Alfabetização.

- Realização do planejamento do mês com a intervenção da formadora.

           OBS: Professor precisa compreender os objetivos e metodologia da proposta.
           Este precisa ir além do que diz a proposta. Na sua concepção a proposta por si só  não da conta da  alfabetização e letramento? Precisamos desenvolver as atividades não por execução mas por autoria.

- Assinatura da frequência a avaliação da formação.
FORMADORA: DORISCLEIDE NASCIMENTO 


OS DESAFIOS DA INDISCIPLINA EM SALA DE AULA E NA ESCOLA


“ OS DESAFIOS DA INDISCIPLINA EM SALA DE AULA E NA ESCOLA”
O  problema da indisciplina nas escolas  públicas brasileiras muito tem preocupado os educadores, sendo inclusive um dos seus  maiores desafios de superação. Sabe-se que muitos fatores tem contribuído para a  sua ocorrência nas sala de aulas e na escola, dentre outros: a falta de melhores condições de trabalho para o professor realizar a sua atividade docente, má ou formação inadequada dos educadores, núcleo gestor trabalhando em  dicotomia ao trabalho do professor, proposta pedagógica sem adequação á realidade do aluno, famílias desestruturadas, mercado de trabalho competitivo e excludente, falta de credibilidade ao trabalho do professor e aluno, uso inadequado da tecnologia,instalação do consumismo,etc. Todavia faz –se  necessário ao invés de inicialmente querer descobrir o que fazer para solucionar tal situação é antes de tudo buscar investigar o  porquê dela está acontecendo e aí todos juntos buscar alternativas para resolução do problema. Culpar o outro pelo o que está acontecendo também não é a melhor saída, muito menos, esperar uma fórmula pronta pois se assim tivesse não haveria obviamente o problema pois as escolas logo dariam um jeito de consegui-la. Cada um de nós educadores precisamos nos sentir parte do problema e como tal também  se sentir responsável pela a estabilização do mesmo. Culpar o outro é uma maneira de dizer que eu também estou sendo falho e por isso é que devemos discutir, dialogar e ser persistente acreditando numa possibilidade de mudança. Precisamos perceber  as  transformações sociais  ocorridas ao longo do tempo  e fazer uma relação destas mudanças com o trabalho educativo que está sendo desenvolvido pela escola, para não cairmos no descaso de estarmos trabalhando no século XXI com a ideologia social dos século passado as mudanças existem e nós precisamos acompanhá-las e conviver com elas. È indispensável trabalharmos com o nosso aluno partindo da sua realidade, contextualizando-a e sobretudo refletindo com os nossos alunos as injustiças e as diferenças sociais existentes em nossa sociedade, criando espaços para debates onde estes possam expor suas opiniões. Não podemos tirar do aluno o direito de pensar, opinar , discordar e sugerir se assim o fizermos estamos contribuindo com o pensamento da elite atual e realizando a educação que eles tanto querem. As condições adversas ao nosso trabalho existem para serem superadas  dialeticamente mas para isso precisamos acreditar em nossa capacidade de transformação,  que somos capazes, o querer deve se sobrepor ao fazer e isto é a verdadeira a arte de ensinar. Não podemos ficar de braços cruzados, tampouco perder a esperança e o otimismo, pois se isso acontecer não nos valerá  mais ser educador, busque outra forma de realização para não se frustar ou frustar  os outros .Refletir sempre é a melhor saída, pois não existe violência maior do que o aluno está fazendo uma coisa sem significado para ele, fazer por fazer não dá resultado, um exemplo bem real é as altas taxas de reprovação, evasão e a falta de melhoria da aprendizagem do aluno. O professor precisa melhorar a sua qualificação profissional para saber articular os saberes em sala de aula, sobretudo, colocando em prática o que aprendeu, de nada adianta, os diplomas e certificados se não houver mudança na prática, continuar alienados  executando o que nos mandam sem questionar não Irá nos ajudar  buscar o sentido das coisas, isto é, da nossa missão de educador. Certamente tal atitude  só irá também contribuir com o aumento da indisciplina  em sala. Uma questão também muito preocupante é a forma como a escola está “concorrendo” com os meios de comunicação, em especial com o computador,   pois a maioria dos nossos alunos  acabam sendo “educados” por estes recursos  em virtude da maioria das famílias precisarem trabalhar para garantir   a sobrevivência familiar. Na verdade não deve haver esta disputa entre escola e meios de comunicação  mas tê-los como aliados no processo ensino aprendizagem, planejar situações de aprendizagem com os mesmos  que facilite promova a melhoria do processo ensino aprendizagem.Muitas vezes atribuímos  também o problema da indisciplina ao sistema de ensino e assim acabamos por não se colocar como parte deste, tal atitude nos faz perder a competência profissional   e restabelecendo à nossa  prática atitudes do senso comum, de tal forma que acabamos por deixar de lado nossa postura crítica e reflexiva, nos diminuindo e nos tornando mais e mais impotente diante da situação,precisamos  sim,repensar urgentemente a nossa  prática pedagógica ou talvez teremos muito em breve o “sepultamento” da mesma. Uma coisa  também, que   não podemos esquecer é que autoridade não pode se confundi com autoritarismo, a disciplina precisa existir em sala mas não podemos tirar do aluno o direito de liberdade, não no sentido de libertinagem,  mas no sentido poder criar, construir, participar ativamente das aulas e expressar suas opiniões e necessidades, evitando assim a punição ou a impunidade dos fatos. A escola é um espaço de descoberta, do fazer-se cidadão e certamente deve formar cidadãos críticos, reflexivos, atuantes, que busca o sentido das coisas e sobretudo politizados capazes de exercer com consciência e responsabilidade a sua cidadania, conhecendo os seus deveres sociais e sobretudo fazendo valer os seus direitos de cidadãos. Esta perspectiva de cidadania, se dará de fato , no momento em que a escola  e professor conhecer  a dimensão humana do ser cidadão. Este profissional sem dúvida tem um papel revolucionário, só precisa acreditar que possibilidades existem e que se buscadas e vivenciadas  cautelosamente, fará emergir a transformação  da sociedade atual, utopia? Talvez sim, mas  esta também faz parte da arte de ensinar, sem esperança a realidade também não se constrói , as coisas sempre serão elas mesmas e nada mais, isto não é admissível frente a um problema social vivenciado por todos nós brasileiros, a violência, em parte fruto de uma indisciplina que cresce assustadoramente em nossas salas de aulas.Acreditar na capacidade de mudança do outro é também uma boa saída por isso precisamos investir mais na nossa prática docente e assim nos nossos alunos, que a indisciplina e os restabelecimentos de limites   hoje seja vista como um problema de todos os atores sociais: escola,professor,aluno, família e sociedade...Como diz o autor Celso dos Santos Vasconcelos, o professor que ainda não entregou os pontos tem uma importante contribuição a dar, que busque resgatar a legitimação da disciplina através do diálogo, da firmeza da proposta de trabalho e sobretudo pela conquista dos alunos, que eles se sintam seguros e confiantes que vejam em nós mais um parceiro e amigo que muito tem a contribuir com a melhoria da sua qualidade de vida.

FORMAÇÃO DO MATERIAL ESTRUTURADO ALFABETIZAR LETRANDO /PAIC MAIO 2011

AGENDA  DA FORMAÇÃO
FORMADORA: DORISCLEIDE NASCIMENTO DA SILVA ALMINO
Ø  LANCHE
Ø  ACOLHIDA COM O VÍDEO MENSAGEM- MENESTREL
Ø  CONVERSA INFORMAL:
OBJETIVOS E CONTEÚDOS  DA FORMAÇÃO:
·         CONTEÚDOS:( CA E PROPOSTA PROFESSOR/ PAIC)
1ª SEMANA- NOMES PRÓPRIOS DA TURMA DO PAIC
LISTA DE BRINCADEIRAS DE RODAS E A CANTIGA DE RODA SE ESSA RUA FOSSE MINHA
2ª SEMANA- CANTIGA DE RODA: RODA PIÃO E O CRAVO BRIGOU COM A ROSA
PARLENDAS- CADÊ O TOUCINHO QUE ESTAV AQUI?
3ª SEMANA- PARLENDAS: CADÊ O TOUCINHO QUE ESTAVA AQUI?
CORRE CUTIA
JOÃO BALALÃO
UNI, DUNI, TÊ
JANELA , JANELINHA
DEDO MINDINHO
UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ
4ª SEMANA: BRINCADEIRA BOCA DE FORNO
·         CONTEÚDOS DO  LIVRO DIDÁTICO LP(PNLD):
CANTIGA DE RODA: CIRANDA,  CIRANDINHA(PÁG. 16)
SE ESSA RUA FOSSE MINHA(PÁG.59)
PARLENDA: UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ(PÁG.28)
MINHA MÃE MANDOU EU ESCOLHER ESTE DAQUI(PÁG.38 E 56)
CORRE CUTIA(PÁG. 38)
PULAR CORDA... UM HOMEM BATEU EM MINHA CASA( PÁG.39)
·         OBJETIVOS DA FORMAÇÃO:
ü  CONHECER  OS CONTEÚDOS DA 2ª ETAPA (1º MÊS) QUE SERÃO TRABALHADOS DENTRO DA PROPOSTA  ALFABETIZAR LETRANDO- 1º ANO
ü  LER , DISCUTIR E REFLETIR AS ATIVIDADES E MATERIAL  A SEREM UTILIZADOS NA 2ª ETAPA ( 1º MÊS).
Ø  RETOMADA DO ENCONTRO ANTERIOR COM O ENCAMINHAMENTO DA FORMAÇÃO.
CADA PROFESSOR IRÁ APRESENTAR A LEITURA E ENTENDIMENTO SOBRE O TÓPICO / PERGUNTA SELECIONADA NA FORMAÇÃO PASSADA ( PESQUISA , LEITURA E COMPREENSÃO).
POSTERIOR FAZER REFLEXÃO COM A TURMA : A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM E A MELHORIA DA PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR).
Ø  MOMENTO DA TROCA DE EXPERIÊNCIA ATRAVÉS DA DINÂMICA “ UM PASSEIO À FLORESTA”.
DESENVOLVIMENTO
ESCREVER EM TARJETAS ALGUMAS PALAVRAS CHAVES RELACIONADAS AO CONTEXTO ESCOLAR E DAS BRINCADEIRAS E PARLENDAS TRABALHADAS DURANTE O MÊS( PROFESSOR, ALUNO, CONTAÇÃO DE HISTÓRIA, APRENDIZAGEM, GATO, CHAPÉU, ANEL...). FIXAR UM PAINEL NO QUADRO COM O TÍTULO “ UM PASSEIO Á FLORESTA” E EXPALHAR NA MESA AS TARJETAS COM AS PALAVRAS CHAVES. EM SEGUIDA EXPLICAR A DINÂMICA. A DINAMIZADORA ESCOLHE UMA PALAVRA CHAVE FIXA NO PAINEL  E INICIA A CONTAÇÃO DE HISTÓRIA QUANDO  A MESMA FALAR A PALAVRA CHAVE TODOS DEVEM TROCAR DE LUGAR QUEM FICAR EM PÉ RECEBE UM QUESTIONAMENTO PARA QUE SEJA RESPONDIDO AO FINAL DA DINAMICA E CONTINUA A HISTÓRIA E ASSIM SUCESSIVAMENTE.
QUESTIONAMENTOS:
1.       COMO VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO EM SALA O TEMPO DIDÁTICO ESCREVENDO DO SEU JEITO?
2.       COMO ESTÁ SENDO TRABALHADA A ROTINA DIDÁTICA? ESTÁ EXPOSTA? OS ALUNOS  TEM PROPRIEDADE DOS TEMPOS E ATIVIDADES DESENVOLVIDAS?
3.       COMO ESTÁ REALIZANDO O DIAGNÓSTICO DE SUA TURMA? QUE INSTRUMENTOS  AVALIATIVOS UTILIZA?ESTÁ FAZENDO UM PARALELO DO DIAGÓSTICO PARA IDENTIFICAR AS EVOLUÇÕES E OS DÉFICITS DE APRENDIZAGEM? COMO?
4.        APÓS O DIAGNÓSTICO, QUAIS INTERVENÇÕES ESTÃO  SENDO REALIZADAS?
5.       ESTÁ TRABALHANDO COM OS AGRUPAMENTOS PRODUTIVOS? DE QUE FORMA FAZ OS AGRUPAMENTOS( QUE CRITÉRIOS UTILIZA PARA AGRUPÁ-LOS)?
6.       ESTÁ SENDO REALIZADO O REFORÇO ESCOLAR COM SUA TURMA? EM CASO AFIRMATIVO, QUAL O RESULTADO OBTIDO?
7.       ESTÃO PRIORIZANDO  OS ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS? COMO?
8.       QUAIS SUAS MAIORES DÚVIDAS PARA TRABALHAR COM A PROPOSTA ALFABETIZAR LETRANDO?
OBS: REFLETIR COM OS PROFESSORES COMO TRABALHAR  A DINÂMICA COM OS ALUNOS.
Ø  MOMENTO DO LENDO E COMPREENDENDO: TRABALHO EM EQUIPE- ENTREGAR  A  CADA EQUIPE UMA PLANILHA  COM OS OBJETIVOS DIDÁTICOS DA 2ª ETAPA(1º MÊS)  E O TEXTO COM AS COMPETÊNCIAS E DESCRITORES DE HABILIDADES DO 1º ANO. SOLICITAR QUE ELES LEIAM OS OBETIVOS DIDÁTICOS E COLOQUE PARA CADA OBJETIVO O DESCRITOR DE HABILIDADE CORRESPONDENTE.
OBS: AO FINAL  A FORMADORA IRÁ LENDO CADA OBJETIVO DIDÁTICO E AS EQUIPES IRÃO DIZENDO QUAIS DESCRITORES DE HABILIDADES CONTEMPLAM TAL OBJETIVO.
Ø  TRABALHO EM EQUIPE-LEITURA E REFLEXÃO DO TEXTO “OS CONSTRUTOS LINGUISTICOS”.  ENTREGAR A CADA EQUIPE  UM OU DOIS CONSTRUTOS LINGUISTICOS PARA QUE  FAÇAM A LEITURA E DISCUSSÃO DO MESMO  SOB O MONITORAMENTO E ACOMPANHAMENTO DA FORMADORA. AINDA NA MESMA EQUIPE IRÁ LER AS ATIVIDADES DO MÊS E CLASSIFICAR QUAIS ATIVIDADES CONTEMPLAM O CONSTUTO RECEBIDO PELA EQUIPE. PREENCHER PLANILHA COM O NOME DO CONSTRUTO E SUAS RESPECTIVAS ATIVIDADES CORRESPONDENTES  ENUMERANDO-AS POR PÁGINAS .
Ø  APRESENTAÇÃO DAS EQUIPES – CADA EQUIPE IRÁ APRESENTAR O ENTENDIMENTO SOBRE O SEU CONSTRUTO LINGUISTICO , E AS RESPECTIVAS ATIVIDADES CONTEMPLADAS NO CA DO ALUNO.
OBS: AO FINAL A FORMADORA DEVERÁ FAZER AS CONSIDERAÇÕES FINAIS COM O  APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO ESTUDADO( APRESENTAR EM SLIDE).
Ø  LEITURA COMENTADA DO TEXTO “ O PAPEL DO PROFESSOR NO AMBIENTE DA SALA DE AULA”.
Ø  ENTREGA  DO INSTRUMENTAL DE ACOMPANHAMENTO A  APRENDIZAGEM DO ALUNO PARA PREENCHIMENTO E ENVIO PARA A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO( MAIO).
Ø  JOGOS DE LINGUAGEM: JOGO COMPETITIVO “BARALHO DE LETRAS, FIGURAS E PALAVRAS”
DESENVOLVIMENTO
DIVIDIR A TURMA EM EQUIPE A E B. EM SEGUIDA DISTRIBUIR PARA CADA EQUIPE CARTAS DE BARALHO COM TODAS AS PALAVRAS DO PAINEL CONTENDO 1ª LETRA E GRAVURA. CADA EQUIPE  IRÁ ESCOLHER  UM MEMBRO PARA QUE SEJA  FORMADO A DUPLA( UM PARTICIPANTE DE CADA EQUIPE). A UM SINAL DADO PELA FORMADORA CADA PARTICIPANTE IRÁ  PROCURAR NO PAINEL A  GRAVURA E DESCARTAR A PALAVRA CORRESPONDENTE. MARCARÁ  I PONTO A EQUIPE QUE DESCARTAR O MAIOR NÚMERO DE CARTAS E ASSIM SUCESSIVAMENTE.
OBS: REFLETIR COM OS PROFESSORES COMO TRBALHAR O REFERIDO JOGO EM SALA DE AULA( POSSÍVEIS POSSIBILIDADES).
Ø  FREQUÊNCIA E AVALIAÇÃO DO DIA.

FORMAÇÃO DO MATERIAL ESTRUTURADO ALFABETIZAR LETRANDO/PAIC JUNHO

AGENDA DA FORMAÇÃO DO MÊS DE JUNHO/2011

·         Lanche
·         Acolhida- contar da história Blusa de Gerusa utilizando o varal. Conversar com os professores, sobre o objetivo dessa atividade e da postura da dinamizadora.
·         Apresentação dos  conteúdos e objetivos didáticos da formação(2ª etapa/2º mês)-slide e do material: cartazes.
·         Retomada do encontro anterior: Leitura compartilhada  dos construtos lingüísticos e do conceito de rimas e aliterações- slide
·         Conversa informal sobre:
Ø  Retomada/revisão dos conteúdos dos meses anteriores- 2º horário( trabalho com rimas,estrutura das palavras, consciência fonêmica e fonológica das palavras, nome do aluno,alfabeto e os diferentes tipos de letras).É interessante que planeje atividades em cima do nosso instrumental do 1º ano, contemplando as habilidades contidas no mesmo.
Ø  Falar sobre a provinha SPAECE alfa  1º ano que irá acontecer até o final do mês de junho( questões para circular/leitura e atividade escrita ditado de palavras com sílabas canônicas e não canônicas e uma frase).
·         Momento da troca de experiência entre professores-Socialização de vivências e dificuldades. 
·         Trabalho em equipe: Estudo dos objetivos e procedimentos (Como?) do 2º mês da 2ª etapa- dividir a turma em grupo, entregar as atividades do caderno (xerocopiadas), pedir que elenquem os objetivos, procedimentos e materiais que podem ser usados (cartelas e fichas). Em seguida socializar e conferir com a tabela dos objetivos, que estão na proposta pedagógica do professor.
OBS: apresentar o quadro dos conteúdos e objetivos didáticos 2º mês.
·         Estudo de um texto sobre a importância dos textos de memória para aquisição da língua escrita. Para uma maior compreensão da leitura, segundo Isabel Solé, é melhor que seja feita de modo individual e silencioso.
·          Desenvolvimento da Oficina “A importância dos jogos orais para o desenvolvimento da consciência fonológica em crianças”.
1. “Rimando com a frase”.
A dinamizadora iniciará uma frase Ex: fui a esplanada e comprei um colchão ... o colega da direita repete a frase e acrescenta uma nova frase que rime( última palavra do final da frase) e tenha coerência com a frase anterior... produzindo assim uma história  e assim sucessivamente.
OBS: Em seguida falar da sua importância para o aprendizado da língua escrita.
2. “Qual é a palavra”.
Confeccionar um envelope e tarjetas com palavras. ex: pião
coloque a tarjeta dentro do envelope e vá puxando e mostrando as sílabas. ex: sílaba final  ão .
professora peça para os alunos falarem palavras que tem o mesmo som final/rimam.
depois puxe a palavra ao contrário. ex: mostrando a sílaba pi.
professor peça aos alunos para falarem palavras iniciadas com a sílaba que está sendo mostrada.
3. “Jogo do Dado”
A Formadora joga o dado de figuras com as palavras chaves da brincadeira “ Vamos Passear no Bosque” e solicita que cada participante vá dizendo uma palavra que rime com a palavra da figura, quem for errando vai saindo do jogo, ganha o jogo quem conseguir ficar sozinho até o final.
OBS: questionar o grupo perguntando por que o 2º mês é fundamental para o avanço no processo de aquisição da língua escrita.
·         Almoço.
·         Dinâmica para descontração “Agora é sua vez: pegue a bola e alitere”
·         Planejamento- dividir os professores em 04 grupos e cada um deverá planejar 01 semana. Em seguida socializar. A formadora (o), durante a elaboração do planejamento, já vai fazendo as intervenções e foque no COMO REALIZAR TAL ATIVIDADE EM SALA?
·         Entrega da planilha com conteúdos e objetivos didáticos da 2ª etapa/ 2º mês e do Instrumental de Acompanhamento a Aprendizagem do Aluno -junho.
·         Frequência e avaliação da formação.
Obs:  sugerir  o uso dos trava-lingua e das músicas do cd do PAIC.
TIPOS DE REESCRITA

Segundo Kátia Lomba Brakling, existem três tipos. São elas:

1. Reescrita de texto que se sabe de memória.

É adequada para os que ainda não compreendem o sistema de escrita, exatamente para contemplar esse conteúdo. Nessa categoria cabem as quadrinhas, parlendas e letras de música. Saber de memória faz com que os alunos privilegiem a atenção  e, portanto, o aprendizado  na compreensão sobre o tema, já que terão de decidir com quais e com quantas letras registrarão algo. Decisões sobre organização das ideias e seleção lexical não precisam ser tomadas, já estão dadas, assim como as decisões relativas ao assunto.

2. Reescrita de texto que não se sabe de memória.

Trata-se de atividade similar à anterior, com a diferença de que são textos que não se sabe de cor. Tem-se, portanto dois aspectos em foco: a compreensão do sistema e os aspectos textuais  quais as palavras escolhidas, como as ideias serão articuladas, de que maneira se fará a progressão temática, por exemplo. São tarefas mais complexas, apesar de o conteúdo e o gênero já estarem definidos.

3. Reescrita de texto com modificações planejadas.

Trabalho que prevê a reescrita de um conto com modificações em partes conhecidas pelos alunos, como o fim da história. Se o trecho for do início, é necessário analisar todas as conseqüências para a progressão temática. Por isso, preciso ser criterioso no momento de decidir que partes serão alteradas. Se se decidir pela mudança de algum elemento do cenário, por exemplo, isso poderá acarretar novas configurações para o texto como um todo. Trata-se de um tipo híbrido, pois articula reescrita com criação. Nela, além do teor relacionado á parte que será alterada, estão em jogo conhecimentos textuais e notacionais. São interessantes como ações intermediárias por possibilitarem que se vá, gradativamente, articulando um maior número de aspectos no processo de produção. A elaboração de paródias pode ser incluída nessa categoria.

FORMAÇÃO DO MATERIAL ESTRUTURADO ALFABETIZAR LETRANDO/PAIC OUTUBRO 2011

FORMADORA: Doriscleide Nascimento da Silva Almino


Ø Acolhida: Entrega de um cartão mensagem: Oração do professor com  chocolate.
Ø Conversa informal:
·       Socialização do acompanhamento pedagógico realizado nas turmas do 1º ano( Exposição e utilização do material em sala, planejamento didático do professor, registro do diagnóstico da aprendizagem...)
·       Apresentação de todo o material da  4ª etapa/ 1º mês: CA, Proposta didática, Livro de leitura Parece Mas não è..., fichas, cartaz, trava- línguas do mês e livro LP /MT( PNLD).

Ø Apresentar o conteúdo base do mês( FÁBULAS)- Conversar sobre o trabalho com as fábulas( conteúdo base do mês ) - a formadora  deverá proporcionar uma discussão sobre o gênero, finalidade e a estrutura da fábula  e  quais estratégias de leitura  poderemos utilizar para que favorecem a compreensão leitora dos educandos ( passar slides/ retomada :Estratégias de leitura, Leitura e compreensão em data-show).
Ø Realização da Oficina “ Utilizando as Estratégias de Leituras para a compreensão do texto”
DENVOLVIMENTO

Escolher um voluntário para ser o escriba da turma( registro das idéias). Falar que vai ler um texto, mostrar uma plaqueta com o  título e perguntar, de acordo com o título  de que tratará o texto?Qual a  tipologia e gênero textual pertence este texto? Inicia a história e vai fazendo paradas com lançamento de perguntas para que o grupo possa ir inferindo as idéias e à medida o professor escriba irá registrando as idéias no local da pergunta feita pela dinamizadora. Ao final a formadora fará a leitura do texto na íntegra para a turma (em data-show )e  ir juntos  farão a checagem das idéias que se confirmaram ou  não?
ROTEIRO DE PERGUNTAS:
Questionamentos para informações explícitas:
1ª PARADA: Encontrou
·       Gente o que será que o sacerdote encontrou nesse quarto?
2ª PARADA: Pensar que
·       O  que será que pensou o sacerdote?
3ª PARADA: A cadeira
·       Por que será que essa cadeira estava vazia bem ao lado da sua cama?

·       Afinal para quem era a cadeira que José havia colocado ali?

4ª PARADA: Mas
·       Qual será esse segredo que José nunca havia contado para ninguém?
5ª PARADA: Me disse
·       O que terá dito o amigo a José?
6ª PARADA: Pois
·       Por que José não quer que sua filha o veja conversando com Jesus?
7ª PARADA: Perguntou
·       O que perguntou o sacerdote a filha de José?
8ª PARADA: Morte
·       Qual é o mistério que existe em relação á morte de José?
9ª PARADA: Respondeu
·       O que respondeu  o sacerdote a filha de José sobre a forma como ele foi encontrado morto?

Questionamentos para informações implícitas:
·       Na opinião de vocês, José teve um final triste ou feliz?Por que?
·       Quem de vocês gostaria de ter um final igual ao de José? Por que?

Ø Oficina para  Dinamização de Literatura Infantil – realizada  pelo eixo do leitor( Formadora Evelline Oliveira).
Ø Estudo e discussão ,em equipe, do texto: “Fazendo acontecer: o ensino da escrita alfabética na escola”.
DESENVOLVIMENTO
Dividir a turma em quatro equipes. Cada equipe irá ler e discutir o assunto, destacando os pontos relevantes do texto  e socializar para apresentar em plenária.Cada equipe irá ler a 1ª parte do texto(Pgs:89,90 e 91) mais sub -tema definido pela formadora. Cada equipe irá planejar uma situação didática que contemple a forma de organização da atividade definida para a equipe(tomando como referência o material estruturado alfabetizar letrando) .
EQUIPE 01: Situações didáticas em grande grupo;
EQUIPE 02: Situações didáticas em pequenos grupos;
EQUIPE 03: Situações didáticas em duplas;
 EQUIPE 04: Situações didáticas de trabalho individual;

Ø Análise das atividades do CA( 4ª etapa/1º mês) e planejamento de novas possibilidades  de orientações didáticas além das sugeridas na proposta pedagógica do professor.
DESENVOLVIMENTO
Dividir a turma em 4 grupos e cada um analisará as atividades do caderno do aluno(4ª etapa-1º mês), pensando nas intervenções para cada nível psicogenético. Todos os grupos ficarão com o nível pré-silábico e mais outro nível, que será determinado pela formadora. Preencher a tabela que contém: conteúdo, objetivo, unidade lingüística e intervenções para cada nível.
Ø ALMOÇO

Ø Apresentação das equipes.
Ø Leitura silenciosa do texto:Por que jogos na alfabetização?
OBS: leitura e reflexão do slide a importância dos jogos na Alfabetização.
Ø Entregar as mesmas equipes(  uma trava-língua da tabela anual/mensal sugerida pela equipe do PAIC e jogo pedagógico  e solicitar que planejem uma situação didática de acordo com os tempos didáticos da rotina 1º ano( para trabalhar respectivamente segunda-feira  e sexta-feira com os educandos)  OBS: contemplar os tópicos: Conteúdos, objetivos didáticos e as orientações didáticas  deverão ser listados dentro  de cada tempo didático( metodologia) e avaliação. Chamar a atenção sobre a utilização das cartelas didáticas, inclusive, nas segundas feiras com o trabalho com as trava-línguas.
EQUIPE 01:Trava-língua A  / Jogo: Bingo dos sons iniciais.
EQUIPE 02:Trava-língua T/ Jogo: Dado sonoro
EQUIPE 03:Trava-língua K/ Jogo: Troca letras
EQUIPE 04:Trava-língua Z/ Jogo: Palavra dentro de palavra.
Ø Apresentação das equipes:
OBS:Recolher e tirar xérox do planejamento mensal  para entregar as demais equipes( segunda e sexta –feira)
Obs.:Lembrem-se que o CA do aluno  não é apenas para ser preenchido, é para promover uma reflexão sobre o sistema de escrita e sua apropriação!!
Ø Entregar e discutir a tabela dos conteúdos e objetivos didáticos da 4ª etapa( 1º mês).
Ø Avaliação do dia e assinatura da freqüência.


Um Apólogo - A agulha e a linha  
Machado de Assis

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?                                              
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.



                                                                                                       Machado de Assis